Enquanto somos jovens (While we're young) é um dos filmes mais interessantes que assisti nos últimos tempos. Não achei o filme sensacional (há problemas no roteiro) mas ele é daqueles filmes que te fazem pensar após sair da sala de projeção.
O filme é sobre um casal com mais de 40 anos sem filhos. A típica geração X que seguiu as regras, foi bem sucedida mas chegou num ponto da vida onde passa a questionar as coisas, a percepção de que não são mais jovens, embora não tenham responsabilidades da vida adulta como criar um filho (diferentemente de seus amigos), quando conhecem um casal da geração Y.
Esse casal muda a vida deles. Como num passe de mágica, resgatam a vitalidade outrora perdida. Saem da rotina e começam a curtir coisas da juventude "hipster". De início há a fascinação depois a noção do ridículo de velhos fazerem coisas de jovens depois de certa idade. Interessante que a juventude "hispter" é um descolado que se vale do antigo para ser moderno. Algo meio contraditório. O moderno é ser antigo.
Com essas premissas, instaura-se o conflito. Acho que o filme tem um lado: o da geração X e faz uma crítica ácida da geração Y. Para o filme (e concordo) o "hipster" é nada mais que um modismo, um produto. Algo um tanto forçado. O que se quer mostrar como autêntico, na verdade, é planejado e pensado. E isso trespassa para os atos praticados pelo personagem "hipster". Por sua vez, a geração X não escapa de críticas. Ela é antes de mais nada perdida. Conseguiu o "sucesso" mas veio o vazio e depois disso o "medo" do novo representado pela nova geração (a Y e a que está por vir - vide o bebê brincando com o Iphone). A geração X está no dilema.
O filme vai além e discute valores estabelecidos como a felicidade é ter um filho. Com muita propriedade, o filme mostra que a sua vida não sofre aquela "transformação" e, antes de mais nada, continua "na mesma" mas com um elemento a mais. No fundo, continuamos individualistas a procura da felicidade.
O predicado do filme é esse choque entre as gerações X e Y e as diferentes visões de mundo. Entretanto, o filme peca no desfecho do conflito que não é bem formulado. Todavia, mesmo assim, o filme deixa o seu recado. Um bom filme.
domingo, 28 de junho de 2015
Sobre a ciclovia na Paulista
Sou um expatriado de São Paulo há quase 8 anos. Saí de São Paulo mas São Paulo não saiu de mim. Acho que não tem como, tipo aquela velha cicatriz ou uma tatuagem que sempre estará lá para lhe lembrar do passado.
As pessoas sempre me perguntam como é viver no Rio. Eu respondo que quando você retira o trânsito do seu cotidiano, a sua qualidade de vida melhora 70%. Apesar do Eduardo Paes, ainda não se chega ao nível de São Paulo, salvo quem mora na Barra e em Niterói, mas isso não é Rio (Barra é Barra). São Paulo é um coração em colapso com as veias entupidas pronto para enfartar.
Hoje inaugurou a ciclovia na Paulista. Foi uma grande festa. Eu tenho grandes restrições com o Haddad. Acho ele o pior prefeito desde o catastrófico Celso Pitta. Todavia, no caso da Paulista, acho que ele acertou, isso relevando que a obra foi superfaturada e outros defeitos técnicos.
Discordo que a bicicleta seja a solução da mobilidade urbana. Ainda mais numa cidade como São Paulo, cuja geografia de aclives, morros e grandes distâncias não ajuda. A bicicleta deve ser vista como um meio alternativo, quando não uma opção de lazer. Meio de mobilidade urbana são transportes de massa como metro, trem e ônibus. Bicicleta é algo complementar. Acho a bicicleta um modismo "hipster" (em outro post comento sobre o tema).
Como Haddad não tem o que mostrar, ele saiu fazendo ciclofaixas pela cidade sem planejamento. A consequência foi afogar o já caótico trânsito enquanto que as ciclofaixas permanecem sub-utlizadas e vazias na maior parte do tempo. Isso tem nome e sobrenome: desperdício de dinheiro público. Entretanto, acredito que a ciclofaixa na Paulista foi um acerto.
São Paulo é uma cidade carente de espaços públicos. As pessoas não convivem com a cidade mas com seus carros e shopping centers. São como ratos presos em gaiolas ou cachorros presos no quintal. Estão ávidas por liberdade. E qualquer iniciativa que faça as pessoas sair da clausura e conviver com o espaço urbano deve ser louvado.
A ciclofaixa na Paulista é uma boa iniciativa porque a Paulista é a verdadeira praia do Paulista. Há até um barzinho famoso que se chama "Prainha" onde se bebe cerveja na calçada mas que não tem nada a ver com praia. Assim, qualquer iniciativa que faça o paulistano sair do cárcere deve ser aplaudida. Mas isso não deve ser vendido como a solução do transporte urbano (muito longe disso).
As pessoas sempre me perguntam como é viver no Rio. Eu respondo que quando você retira o trânsito do seu cotidiano, a sua qualidade de vida melhora 70%. Apesar do Eduardo Paes, ainda não se chega ao nível de São Paulo, salvo quem mora na Barra e em Niterói, mas isso não é Rio (Barra é Barra). São Paulo é um coração em colapso com as veias entupidas pronto para enfartar.
Hoje inaugurou a ciclovia na Paulista. Foi uma grande festa. Eu tenho grandes restrições com o Haddad. Acho ele o pior prefeito desde o catastrófico Celso Pitta. Todavia, no caso da Paulista, acho que ele acertou, isso relevando que a obra foi superfaturada e outros defeitos técnicos.
Discordo que a bicicleta seja a solução da mobilidade urbana. Ainda mais numa cidade como São Paulo, cuja geografia de aclives, morros e grandes distâncias não ajuda. A bicicleta deve ser vista como um meio alternativo, quando não uma opção de lazer. Meio de mobilidade urbana são transportes de massa como metro, trem e ônibus. Bicicleta é algo complementar. Acho a bicicleta um modismo "hipster" (em outro post comento sobre o tema).
Como Haddad não tem o que mostrar, ele saiu fazendo ciclofaixas pela cidade sem planejamento. A consequência foi afogar o já caótico trânsito enquanto que as ciclofaixas permanecem sub-utlizadas e vazias na maior parte do tempo. Isso tem nome e sobrenome: desperdício de dinheiro público. Entretanto, acredito que a ciclofaixa na Paulista foi um acerto.
São Paulo é uma cidade carente de espaços públicos. As pessoas não convivem com a cidade mas com seus carros e shopping centers. São como ratos presos em gaiolas ou cachorros presos no quintal. Estão ávidas por liberdade. E qualquer iniciativa que faça as pessoas sair da clausura e conviver com o espaço urbano deve ser louvado.
A ciclofaixa na Paulista é uma boa iniciativa porque a Paulista é a verdadeira praia do Paulista. Há até um barzinho famoso que se chama "Prainha" onde se bebe cerveja na calçada mas que não tem nada a ver com praia. Assim, qualquer iniciativa que faça o paulistano sair do cárcere deve ser aplaudida. Mas isso não deve ser vendido como a solução do transporte urbano (muito longe disso).
domingo, 21 de junho de 2015
Lugares Escuros (Dark Places)
Ontem fui assistir Lugares Escuros (Dark Places), novo filme baseado no romance de Gillian Flynn, mais conhecida por Garota Exemplar (Gone Girl). Recentemente, eu assisti a refilmagem de Mad Max estrelado por Charlize Theron que também estrela Lugares Escuros. Vou fazer um apanhado desses filmes.
Inicialmente, acho que Lugares Escuros sofre do mesmo mal de Garota Exemplar. Tratam-se de thrillers de suspense com uma reviravolta no final. O mal nem tanto é pela reviravolta (meio que sem pé nem cabeça), mas pela falta de verossimilhança nas histórias.
Em Garota Exemplar, a protagonista forja um "sequestro" para depois retornar à vida comum, em Lugares Escuros a mãe da protagonista forja um "suicídio" mesmo sabendo das dificuldades que seu filho mais velho está atravessando. Como crer em tal "sequestro"? Como crer num "suicídio" nessas condições?
No mais, Lugares Escuros é um bom filme mas nada excepcional. Charlize Theron trabalha muito bem e leva o filme com muita competência nas costas. Assim como em Mad Max (um filme de aventura estético) onde atua com muita propriedade. Ela é muito mais que uma mulher (muito) bonita. Todavia, Gillian Flynn é uma escritora superestimada.
Inicialmente, acho que Lugares Escuros sofre do mesmo mal de Garota Exemplar. Tratam-se de thrillers de suspense com uma reviravolta no final. O mal nem tanto é pela reviravolta (meio que sem pé nem cabeça), mas pela falta de verossimilhança nas histórias.
Em Garota Exemplar, a protagonista forja um "sequestro" para depois retornar à vida comum, em Lugares Escuros a mãe da protagonista forja um "suicídio" mesmo sabendo das dificuldades que seu filho mais velho está atravessando. Como crer em tal "sequestro"? Como crer num "suicídio" nessas condições?
No mais, Lugares Escuros é um bom filme mas nada excepcional. Charlize Theron trabalha muito bem e leva o filme com muita competência nas costas. Assim como em Mad Max (um filme de aventura estético) onde atua com muita propriedade. Ela é muito mais que uma mulher (muito) bonita. Todavia, Gillian Flynn é uma escritora superestimada.
sábado, 20 de junho de 2015
Qual Brasil emergirá depois do pesadelo?
Após a nova etapa da Lava Jato, novamente estou com um fio de esperança no impeachment. Todavia, ainda com um pé atrás, afinal, estamos no Brasil, onde o impossível é possível e o absurdo é normal.
A solução para a crise, que é sobretudo de confiança, é a saída do PT. Não há outra saída. Ninguém acredita no Brasil, nem a imensa maioria dos próprios brasileiros, enquanto essa quadrilha permanecer no poder.
É preciso sonhar um futuro melhor de novo (mas até nossos sonhos os petistas roubaram). Ainda estou descrente do Brasil. Mas pessoas como o juiz Sergio Moro me fazem acreditar que vale a pena ainda lutar pelo que é certo. Um outro Brasil é possível.
Hoje a impressão é que o círculo está se fechando. É questão de tempo que esse pesadelo que já dura 13 longos anos acabe. Mas qual Brasil emergirá depois disso?
A solução para a crise, que é sobretudo de confiança, é a saída do PT. Não há outra saída. Ninguém acredita no Brasil, nem a imensa maioria dos próprios brasileiros, enquanto essa quadrilha permanecer no poder.
É preciso sonhar um futuro melhor de novo (mas até nossos sonhos os petistas roubaram). Ainda estou descrente do Brasil. Mas pessoas como o juiz Sergio Moro me fazem acreditar que vale a pena ainda lutar pelo que é certo. Um outro Brasil é possível.
Hoje a impressão é que o círculo está se fechando. É questão de tempo que esse pesadelo que já dura 13 longos anos acabe. Mas qual Brasil emergirá depois disso?
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Seleção brasileira e governo Dilma: mórbida semelhança
Ontem, eu cheguei a conclusão que a atual seleção brasileira e governo Dilma são gêmeos. Não tão distintos como no fantástico filme de David Cronenberg (Dead Ringers), mas frutos perfeitos dos tempos atuais, afinal as semelhanças são muitas. Vou tentar enumerar algumas:
1) Essa seleção deve ser a pior da história do futebol brasileiro, assim como o governo deve ser o pior da história da República;
2) Ambas são dependentes de uma estrela solitária. A seleção de Neymar e o governo de Levy. Os demais (jogadores e Ministros) são medíocres cabeça-de-bagres;
3) O técnico da seleção e a Presidenta possuem personalidades parecidas: são turrões, grosseiros, arrogantes e metidos a sabichões;
4) Tanto a seleção quanto o governo têm por trás organizações corruptas: CBF e PT;
5) A CBF e o PT possuem dirigentes presos por corrupção: Marin (ex-presidente) e Vaccari (ex-tesoureiro);
6) Ambos são chegados numa "pedalada";
7) Por falar em "pedalada", ambos estão enrascados com problemas fiscais. Vide o processo de sonegação fiscal do Neymar e a (des)aprovação de contas pelo TCU; e
8) A seleção e o governo acabaram com a alegria do brasileiro. Acabou-se o alívio de escapar da dura realidade por 90 minutos e a esperança de sonhar com um futuro melhor.
1) Essa seleção deve ser a pior da história do futebol brasileiro, assim como o governo deve ser o pior da história da República;
2) Ambas são dependentes de uma estrela solitária. A seleção de Neymar e o governo de Levy. Os demais (jogadores e Ministros) são medíocres cabeça-de-bagres;
3) O técnico da seleção e a Presidenta possuem personalidades parecidas: são turrões, grosseiros, arrogantes e metidos a sabichões;
4) Tanto a seleção quanto o governo têm por trás organizações corruptas: CBF e PT;
5) A CBF e o PT possuem dirigentes presos por corrupção: Marin (ex-presidente) e Vaccari (ex-tesoureiro);
6) Ambos são chegados numa "pedalada";
7) Por falar em "pedalada", ambos estão enrascados com problemas fiscais. Vide o processo de sonegação fiscal do Neymar e a (des)aprovação de contas pelo TCU; e
8) A seleção e o governo acabaram com a alegria do brasileiro. Acabou-se o alívio de escapar da dura realidade por 90 minutos e a esperança de sonhar com um futuro melhor.
segunda-feira, 15 de junho de 2015
A entrevista
A entrevista de Dilma no Jô Soares foi bastante polêmica. Não pelo conteúdo (Dilma repetiu a mesma cantilena de sempre - ela não tem nada a ver com a crise - naquela língua que vagamente se assemelha com o português), mas pelo puxa-saquismo explícito do Jô Soares. Particularmente, achei a entrevista muito ruim. Jô Soares fez perguntas subservientes (quanta diferença com "Hard Talk" da BBC) e ver Dilma falar e expor seu raciocínio é uma tortura lancinante.
Mas em tempos de radicalismo de governistas e opositores, essa postura bajular se mostrou quase que um pecado mortal. Todavia, creio que mais uma vez está se "matando o mensageiro". O governo Dilma é merecedor de todas as críticas, mas todos devemos nos pautar pelo respeito a opinião alheia (ainda que estapafúrdia) e zelar pelos princípios democráticos (liberdade de imprensa e de opinião).
Ora, enquanto o Brasil ainda for uma democracia (ao contrário da Venezuela, cujo regime é vergonhosamente apoiado pelo PT), Jô Soares é livre para convidar quem ele quiser e fazer as perguntas que bem entender. O programa é dele, não é mesmo? Censura é coisa de ditadura, é coisa de quem quer o tal controle social da mídia. Enfim, quem não está satisfeito, basta mudar de canal ou desligar a TV.
Mas em tempos de radicalismo de governistas e opositores, essa postura bajular se mostrou quase que um pecado mortal. Todavia, creio que mais uma vez está se "matando o mensageiro". O governo Dilma é merecedor de todas as críticas, mas todos devemos nos pautar pelo respeito a opinião alheia (ainda que estapafúrdia) e zelar pelos princípios democráticos (liberdade de imprensa e de opinião).
Ora, enquanto o Brasil ainda for uma democracia (ao contrário da Venezuela, cujo regime é vergonhosamente apoiado pelo PT), Jô Soares é livre para convidar quem ele quiser e fazer as perguntas que bem entender. O programa é dele, não é mesmo? Censura é coisa de ditadura, é coisa de quem quer o tal controle social da mídia. Enfim, quem não está satisfeito, basta mudar de canal ou desligar a TV.
sábado, 13 de junho de 2015
Sob o mesmo céu (Aloha)
Hoje fui assistir Sob o mesmo céu (Aloha) novo filme de Cameron Crowe. Estava com saudades de ir ao cinema e também quis dar uma chance ao diretor, pois adorei Compramos um Zoológico, filme que vi despretensiosamente numa viagem de avião e me emocionei.
Acho ele um diretor irregular com boas obras e outras fracas, todavia, tenho que reconhecer que ele é um dos poucos diretores autorais do cinema hollywoodiano. Todos os filmes dele tem a sua assinatura, que, creio, seja a redenção, mas a do cara comum que errou ou que passou por uma dificuldade qualquer, dá a volta por cima.
Novamente, achei um filme irregular. Um filme água com açúcar que pode ser passado futuramente numa Sessão da Tarde daqui a alguns anos. Há boas passagens, todavia, há partes na trama totalmente dispensáveis (a parte da queda do satélite é constrangedora de tão ruim). Mas achei muito engraçado a personagem da Emma Stone (super cute!), uma versão feminina de Tom Cruise em Top Gun.
Enfim, um filme mediano para fraco.
Acho ele um diretor irregular com boas obras e outras fracas, todavia, tenho que reconhecer que ele é um dos poucos diretores autorais do cinema hollywoodiano. Todos os filmes dele tem a sua assinatura, que, creio, seja a redenção, mas a do cara comum que errou ou que passou por uma dificuldade qualquer, dá a volta por cima.
Novamente, achei um filme irregular. Um filme água com açúcar que pode ser passado futuramente numa Sessão da Tarde daqui a alguns anos. Há boas passagens, todavia, há partes na trama totalmente dispensáveis (a parte da queda do satélite é constrangedora de tão ruim). Mas achei muito engraçado a personagem da Emma Stone (super cute!), uma versão feminina de Tom Cruise em Top Gun.
Enfim, um filme mediano para fraco.
Ornette Coleman - 1930-2015
"Se você domina um instrumento e consegue senti-lo de maneira a ser capaz de expressar a si mesmo, ele se torna sua própria lei."
Ornette Coleman
Ontem faleceu Ornette Coleman, uma das últimas lendas do jazz (os jazzistas costumam ser como os poetas românticos, voam cedo demais). Admito que não conheço profundamente seu trabalho, pois meus conhecimentos jazzísticos são limitados, no mais, porque costumo ouvir (muito) outros dois mitos: Miles Davis e John Coltrane.
Mas "The Shape of Jazz to Come" é uma obra vigorosa entre os clássicos do gênero. Imediatamente você se rende à beleza da música de Ornette Coleman. A improvisação desamarrada das rígidas partituras (o que hoje até pode parecer comum, na época, ele foi um expoente, um visionário). Uma música solta, original, espontânea e genuína.
O artista se vai mas a obra permanece eterna.
Ornette Coleman
Ontem faleceu Ornette Coleman, uma das últimas lendas do jazz (os jazzistas costumam ser como os poetas românticos, voam cedo demais). Admito que não conheço profundamente seu trabalho, pois meus conhecimentos jazzísticos são limitados, no mais, porque costumo ouvir (muito) outros dois mitos: Miles Davis e John Coltrane.
Mas "The Shape of Jazz to Come" é uma obra vigorosa entre os clássicos do gênero. Imediatamente você se rende à beleza da música de Ornette Coleman. A improvisação desamarrada das rígidas partituras (o que hoje até pode parecer comum, na época, ele foi um expoente, um visionário). Uma música solta, original, espontânea e genuína.
O artista se vai mas a obra permanece eterna.
Recomeço
Já tive um blog anos atrás. Mas o deixei de lado. Na verdade, acho que o troquei pelas redes sociais. Ainda estou nas redes mas, seguindo a sugestões de amigos, resolvi (tentar) voltar a escrever um blog. Vamos ver até quando...
Assinar:
Postagens (Atom)