"Se você domina um instrumento e consegue senti-lo de maneira a ser capaz de expressar a si mesmo, ele se torna sua própria lei."
Ornette Coleman
Ontem faleceu Ornette Coleman, uma das últimas lendas do jazz (os jazzistas costumam ser como os poetas românticos, voam cedo demais). Admito que não conheço profundamente seu trabalho, pois meus conhecimentos jazzísticos são limitados, no mais, porque costumo ouvir (muito) outros dois mitos: Miles Davis e John Coltrane.
Mas "The Shape of Jazz to Come" é uma obra vigorosa entre os clássicos do gênero. Imediatamente você se rende à beleza da música de Ornette Coleman. A improvisação desamarrada das rígidas partituras (o que hoje até pode parecer comum, na época, ele foi um expoente, um visionário). Uma música solta, original, espontânea e genuína.
O artista se vai mas a obra permanece eterna.
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